Uma das estrelas mais rápidas conhecidas pode ter saído do centro da Via Láctea

Há cerca de 1 milhão de anos, um sistema estelar triplo viajava pela Via Láctea quando se aproximou demais do buraco negro que fica no centro da nossa galáxia.

A aproximação fez com que uma das estrelas fosse absorvida e as outras duas foram jogadas fora da Via Láctea.

Além disso, os dois astros acabaram por se unir e formar uma única estrela superquente e azul.

Segundo a agência espacial americana, Nasa, a história parece ficção científica, mas é o cenário mais provável para o que pode ter ocorrido com a hiperveloz estrela HE 0437-5439 - que chega a 2,5 milhões de km/h - uma das mais rápidas conhecidas, três vezes mais veloz que a órbita do Sol (vide imagem).


A hipótese foi criada a partir de dados registrados pelo telescópio espacial Hubble, que confirmou que a estrela saiu do centro da galáxia, o que deixou os astrônomos inicialmente confusos.


"Utilizando o Hubble, nós pudemos pela primeira vez traçar de onde a estrela saiu ao medir a direção do movimento da estrela no céu. Esse movimento aponta diretamente ao centro da Via Láctea", diz em comunicado da Nasa.


Quando essa estrela foi descoberta, em 2005, os astrônomos formularam outras hipóteses para o caso como, por exemplo:

Ela ter sido arremessada da Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia vizinha à nossa.


Porém, a hipótese mais provável (segundo a Nasa) é realmente que a
estrela HE 0437-5439 tenha saído mesmo do centro da nossa galáxia.

(Clique na imagem para ampliar)

2 comentários:

Anonymous said...

A relação tempo é alterada nesta situação. Se viajando pelo espaço em uma estrela de velociade como a da HE 0437-5439 (2,5 milhões de km/h) o tempo, em relação ao do planeta terra, passaria mais lentamente. Uma boa pergunta: se aterrizarmos um relógio atômico em Mercúrio, previamente sicronizado na terra, claro, desconsiderando o desajuste pela viagem, qual seria a diferença de tempo entre eles ao final de 1 ano?

Anonymous said...

Resposta: 19,533 segundos. (desconsiderado o efeito da rotação de mercúrio.

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