Equipe de astrônomo brasileiro radicado no Chile descobriu duas estrelas gigantes

  • Um grupo de astrônomos liderados pelo brasileiro Alexandre Roman Lopes, radicado no Chile e sua equipe da Universidade de La Serena, descobriu duas estrelas com 80 vezes a massa do Sol.

A descoberta foi um dos temas da edição de setembro, 2011 de uma publicação da Sociedade Astronômica Real inglesa.

Os astros receberam os nomes de WR20aa e WR20c.

A dupla foi encontrada nas imediações de Westerlund 2 (vide imagem), um aglomerado de estrelas localizado a 26 mil anos-luz de distância da Terra.

Segundo os astrônomos, as estrelas teriam nascido e sido 'expulsas' do centro de Westerlund 2 durante os primeiros anos de formação do aglomerado.



Filme com imagens do telescópio Hubble mostra detalhes de estrelas lançando jatos de gás

  • Um grupo de cientistas da Universidade Rice em Houston, nos Estados Unidos, conseguiu montar um filme com imagens coletadas pelo Telescópio Espacial Hubble de jatos de gás lançados por estrelas jovens.

O instrumento das agências espaciais norte-americana (Nasa) e europeia (ESA, na sigla em inglês) permitiu que Patrick Hartigan e sua equipe reunissem 14 anos de imagens da atividade de três estrelas.

Ao contrário de outros fenômenos no espaço, que demoram mais do que uma vida humana, o lançamento desses jatos muda em apenas poucos anos.

O filme ajuda os cientistas a estudarem esses jatos com mais detalhes, notando a interação entre os materiais em alta e baixa velocidade.

Os jatos não são liberados como água em uma mangueira de jardim.

Segundo os astrônomos, esses disparos de matéria acontecem com intervalos.

Os jatos estudados possuem uma extensão 10 vezes maior que o Sistema Solar inteiro e se expandem a velocidades de até 700 mil quilômetros por hora. 


Veja: 




Astronauta da ISS tirou foto do nascer do Sol ao passar pelo Brasil e Argentina

  • Foto do nascer do Sol visto da Estação Espacial Internacional (ISS).

Diariamente os tripulantes da estação podem observar o Sol nascer 16 vezes.

A foto tirada pelo astronauta Ron Garan mostra o nascer do Sol enquanto a ISS passava entre o Brasil e a Argentina.


Hyperion: uma das várias luas do planeta Saturno

  • Imagem da lua de Saturno, Hyperion, obtida pela sonda espacial Cassini, da Nasa.

Essa lua tem aproximadamente 250 km de diâmetro.


Robonaut 2 começou a enviar tweets a partir da Estação Espacial Internacional (ISS) em 2011

  • O primeiro robô astronauta com silhueta humana, o Robonaut 2 ou R2, foi ligado no dia 26.8.11 e começou a enviar tweets a partir da Estação Espacial Internacional (ISS).

'Estes electrons me fazem sentir bem! Um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para os
tinman kind (homens de lata)', enviou o robô para sua conta no Twitter. 

Projetado para trabalhar ao lado de humanos, ajudando-os dentro e fora da estação, o R2 foi levado para a ISS em fevereiro de 2011 pelo ônibus espacial Discovery.

Embora tenham sido enviados tweets da conta do R2 antes de ele ser 'despertado', seus cerca de 40 mil seguidores agora podem ter certeza de que o robô está de fato usando ativamente a ferramenta e que seus circuitos estão operacionais.

O robô pesa 136 kg, tem um torso, dois braços parecidos com os humanos, mãos e usa um capacete com um visor.

No futuro, ele deve receber pernas, mas agora permanece fixado sobre uma base.

A Nasa pretende fixar o torso sobre um veículo de quatro rodas para explorações na Lua ou em Marte.

Existem no momento quatro robôs astronautas, mas o R2 é muito mais avançado.

Segundo a Nasa, o robô é 'capaz de velocidades até quatro vezes maiores do que o R1, é bem mais compacto, tem mais destreza e capacidades superiores'.

Ele foi projetado para mostrar como robôs reagiriam em ambientes sem gravidade, mas a Nasa espera que ele deixe a estação para auxiliar humanos em caminhadas espaciais.

'O R2 é o primeiro robô humanoide no espaço', disse a Nasa por meio de comunicado.

A Nasa, que ao lado da General Motors levou 15 anos para construir o primeiro robô humanoide, diz que o projeto R2 sinaliza o futuro das explorações espaciais, não em substituição aos humanos, mas para atuar lado a lado.

Se você quiser 'twittar' com o Robonaut 2 (R2), anota aí:

@AstroRobonaut

Conheça o R2:





Telescopio Espacial Hubble enviou imagem de um aglomerado com mais de 100.000 estrelas

  • Estrelas como abelhas, formam um enxame ao redor do centro do brilhante aglomerado globular M 15.

Essa bola com mais de 100.000 estrelas é uma relíquia dos primeiros anos de vida da nossa galáxia, e continua a orbitar o centro da Via Láctea.

O M 15 é notável por ser facilmente identificado por meio de binóculos, por ter em seu centro a mais densa concentração de estrelas conhecida e por conter uma grande quantidade de estrelas variáveis e pulsares.

Essa imagem detalhada, feita pelo Telescópio Espacial Hubble, se espalha por aproximadamente 120 anos-luz.

Na imagem é possível observar o dramático aumento em densidade das estrelas em direção ao centro do aglomerado.

M 15 localiza-se a aproximadamente 35.000 anos-luz de distância da Terra na direção da constelação de Pegasus (O Cavalo Alado).

Recentes evidências indicam que um buraco negro massivo pode existir no centro do aglomerado globular M 15.



A maior tempestade do Sistema Solar tem o dobro do tamanho do planeta Terra

  • Ao lado um furacão que tem o dobro do tamanho do planeta Terra.

Esse furacão se mostra feroz e não há nenhum sinal de estar desacelerando.

Ele é conhecido como 'A Grande Mancha Vermelha' de Júpiter, a maior tempestade do Sistema Solar.

Como a maioria dos fenômenos astronômicos, A Grande Mancha Vermelha não foi prevista e nem entendida num primeiro momento após a sua descoberta.

Ainda hoje, detalhes de como e por que A Grande Mancha Vermelha muda sua forma, seu tamanho e sua cor são considerados mistérios.

A imagem acima, foi realçada por meio digital usando como fonte uma imagem de Júpiter feita em 1979 pela sonda Voyager 1, à medida que ela se aproximava e fazia imagens detalhadas do maior planeta do Sistema Solar.



Ouça (no final do vídeo) o barulho de uma tempestade de areia que atingiu a cidade de Phoenix, EUA, em 2011

  • Tempestade é um fenômeno atmosférico marcado por ventos fortes, trovoadas, relâmpagos, raios, chuva e às vezes... areia!

A cidade americana de Phoenix, no Estado do Arizona, foi atingida por uma dessas grandes tempestades de areia vinda do deserto.

Esta foi a terceira vez no ano de 2011 que uma tempestade como esta atingiu a região sudoeste dos Estados Unidos.

As nuvens gigantescas paralisam não apenas o tráfego aéreo mas também o trânsito nas ruas da cidade.

A cidade parou enquanto a poeira cobria todos os lugares onde passava, num raio de quilômetros.

Veja o vídeo abaixo e ouça (na parte final) o barulho da tempestade de areia que atingiu a cidade americana.




Um 'ganso cósmico' a cerca de 3.000 anos-luz de distância da Terra

  • Pode parecer algo como um ganso começando a voar (vide foto menor), mas esse objeto no centro da imagem ao lado, guarda estrelas em seu interior ao invés de ovos.

Estamos falando da Barnard 163, uma nebulosa de gás e poeira molecular tão espessa que a luz visível não consegue brilhar através dela.

Com uma asa que se expande medida em anos-luz, o interior da Barnard 163 é com certeza mais frio que a região externa, isso gera condições onde o gás pode se aglomerar e eventualmente formar estrelas.

A Barnard 163 localiza-se a aproximadamente 3000 anos-luz de distância da Terra.

O brilho vermelho no plano de fundo resulta da IC 1396, uma grande nebulosa de emissão que é o lar da Nebulosa da Tromba de Elefante.



SN Tycho: Um objeto importante e misterioso do nosso universo

  • O que pode ter disparado a explosão de uma estrela formando esse objeto que os astrônomos chamam da 'parte remanescente de uma explosão de supernova'?

No caso da SN Tycho, (vide imagem) a explosão que deu origem a essa emissão foi vista desde a Terra no ano de 1572.

A imagem feita pelo Observatório de Raios-X Chandra.


Os astrônomos encontraram evidências de que o arco de emissão foi formado por uma onda de choque que surgiu quando a estrela original, uma anã branca, explodiu e com isso conseguiu arrancar material de uma estrela companheira próxima.

A SN Tycho é um importante e misterioso objeto do nosso universo.



Um 'ponto de exclamação' a cerca de 450 milhões de anos-luz de distância da Terra

  • O complexo de galáxias espirais vizinhas VV 340, também conhecido como Arp 302, é flagrado em estágio inicial de interação pelo telescópio espacial de raio X Chandra, junto com dados óticos obtidos pelo telescópio Hubble, ambos da Nasa.

As galáxias VV 340 Norte (o risco do 'ponto de exclamação') e VV 340 Sul (o ponto) ficam a 450 milhões de anos-luz da Terra.

Em alguns milhões de anos, as duas devem se fundir, da mesma forma como deve ocorrer com a Via Láctea e Andrômeda daqui a bilhões de anos.



Um poderoso evento está ocorrendo a cerca de 60 milhões de anos-luz da Terra

  • A aproximadamente 60 milhões de anos-luz de distância da Terra, duas grandes galáxias estão se colidindo (a NGC 4038 e NGC 4039).


Esse poderoso evento já dura milhões de anos e ainda não terminou.

Com a colisão, furiosos episódios de formação de estrelas próximo ao centro do encontro cósmico foram disparados.

Na imagem, as duas galáxias se espalham por aproximadamente 500 mil anos-luz.

A sugestiva aparência visual das estruturas arqueadas que se estendem pelo espaço, dão ao par de galáxias o popular nome de 'As Antenas'



Uma bela Imagem cósmica a cerca de 5.000 anos-luz de distância da Terra

  • Com a sua silhueta destacada contra um campo repleto de estrelas na direção da constelação do Escorpião, essa nuvem cósmica empoeirada evoca a imagem de uma 'torre escura'.

Essa estrutura se espalha por quase 40 anos-luz de comprimento.

A nuvem escura se estende da parte inferior direita até a parte superior esquerda da imagem, é formada por intensa radiação ultravioleta de estrelas muito quentes localizadas na NGC 6231, fora da parte superior da cena.

Essa luz ultravioleta energética também energiza a borda do glóbulo que tem um brilho avermelhado devido a presença do gás hidrogênio.

A 'torre negra', a NGC 6231 e as nebulosas associadas estão localizadas a aproximadamente 5.000 anos-luz de distância.



Galáxia espetacular com uma estrutura em espiral muito detalhada

  • Imagem do Very Large Telescope do ESO mostra NGC 3521, uma galáxia espiral situada a cerca de 35 milhões de anos-luz de distância na constelação do Leão.

Com uma dimensão de cerca de 50.000 anos-luz, este objeto espetacular tem um núcleo brilhante e compacto, rodeado por uma estrutura em espiral muito detalhada. 



O campo magnético da Terra (parte 4 de 4)

  • Uma mudança no campo magnético da Terra (uma reversão), afetaria a orientação de vários animais que usam o campo magnético como bússola.

Por exemplo: morcegos, baleias, tartarugas e outros...

Por décadas o encalhamento de baleias intriga os cientistas.

E foi nos anos 80 que biólogos perceberam uma co-relação entre os lugares de encalhamento e anomalias magnéticas súbitas na superfície dos mares.

Alguns sugerem enfaticamente que o enfraquecimento do campo magnético da Terra afeta o 'GPS interno' das baleias.





Sputnik: O primeiro satélite artificial da Terra

  • O Sputnik foi o primeiro satélite artificial da Terra.

Foi lançado pela União Soviética em 4 de outubro de 1957 na unidade de teste de foguetes atualmente conhecido como Cosmódromo de Baikonur.

O programa que lançou o satélite chamou-se Sputnik I.

O Sputnik era uma esfera de aproximadamente 58,5 cm e pesando 83,6 kg.

A função básica do satélite era transmitir um sinal de rádio, 'bip', que podia ser sintonizado por qualquer radioamador nas frequências entre 20,005 e 40,002 MHz, emitidos continuamente durante 22 dias até 26 de outubro de 1957, quando as baterias do transmissor esgotaram sua energia.

O satélite orbitou a Terra por seis meses antes de cair.

Apesar das funcionalidades reduzidas do satélite, o programa Sputnik I ajudou a identificar as camadas da alta atmosfera terrestre através das mudanças de órbita do satélite.

Sputnik era pressurizado internamente por nitrogênio, oferecendo também a primeira oportunidade de estudo sobre pequenos meteoritos.


Veja:


 
 

A distribuição de hidrogênio na nossa galáxia vizinha: A Grande Nuvem de Magalhães

  • A galáxia satélite da nossa Via Láctea, a Grande Nuvem de Magalhães (LMC) está localizada a 'apenas' 180.000 anos-luz de distância da Terra.

LMC pode ser observada com impressionante detalhe nesse mosaico profundo constituído de imagens telescópicas.

O mosaico inclui imagens feitas através de um filtro restrito que transmite somente a luz vermelha dos átomos de hidrogênio.

Ionizado pela luz energética das estrelas, um átomo de hidrogênio emite uma luz característica vermelha de H-alfa à medida que um simples elétron é recapturado e sofre uma transição para um estado de energia mais baixo.

Como resultado, esse mosaico aparece salpicado com nuvens rosadas de gás hidrogênio ao redor de estrelas jovens e massivas.

Esculpido pelos fortes ventos estelares e pela radiação ultravioleta, as nuvens de hidrogênio brilhante são conhecidas como regiões H II (hidrogênio ionizado).

Composta por muitas nuvens sobrepostas, a Nebulosa da Tarântula à esquerda do centro, é de longe a maior região de formação de estrelas da LMC.

A Grande Nuvem de Magalhães tem aproximadamente 15.000 anos-luz de diâmetro.



Mais de 100 estrelas jovens estão se formando na Nebulosa Tromba de Elefante

  • Na imagem, a Nebulosa IC 1396 que também é conhecida como Nebulosa Tromba de Elefante.

Localizada a aproximadamente a 3.000 anos-luz de distância, IC 1396 é relativamente apagada e cobre uma região no céu com uma largura aparente de mais de 10 Luas cheias.

Recentemente, mais de 100 estrelas jovens têm sido descobertas se formando nessa nebulosa.


O campo magnético da Terra (parte 3 de 4)

  • Segundo os cientistas os polos magnéticos da Terra já mudaram no passado e ainda podem se reverter.

Como ainda não testemunhamos uma reversão, não sabemos o que aconteceria durante esse processo.

Só podemos supor.

A bolha magnética da magnetosfera iria se contrair, forçando-a o mais próximo da superfície terrestre.

Nosso planeta passaria a sentir um aumento da exposição cósmica, que duraria milhares de anos.






Uma visão da Lua pela Estação Espacial Internacional (ISS)

  • A foto ao lado foi tirada da Estação Espacial Internacional (ISS) pelo astronauta Ron Garan em 2011.

Na imagem, a Lua, que aparece 16 vezes por dia (pela visão da ISS).


SN 2006 gy: A explosão estelar mais brilhante já ocorrida na história astronômica

  • SN 2006 gy é uma supernova extremamente energética que foi descoberta em 18 de setembro de 2006.

Foi primeiramente observada por R. Quimby e P. Mondol, e então estudada por diversas equipes de astrônomos, incluindo os Observatórios de raios-X Chandra, Lick, e Keck.

Em 7 de maio de 2007, a NASA e diversos astrônomos anunciaram as primeiras análises detalhadas da supernova, descrevendo-a como 'a explosão estelar mais brilhante já ocorrida'.

Até hoje nunca se observou um fenômeno tão brilhante quanto esta supernova.

Aliás, nem pode-se classificá-la como tal.

A estrela que explodiu deve ter uma massa superior a 150 sóis.

Muito acima das previsões teóricas que indicam que as estrelas não suportam massa superior a 100 sóis.

Esta supernova não está na Via-Láctea, mas na Galáxia NGC 1260 distante aproximadamente 250 milhões de anos-luz do Sistema Solar. 



Sonda espacial Juno foi lançada em 2011 com previsão de chegada em 2016 no planeta Júpiter

  • A Nasa lançou com sucesso no dia 5.8.11, a sonda espacial Juno rumo a Júpiter.

A nave vai estudar a atmosfera do gigante gasoso para entender melhor a formação tanto do planeta quanto do próprio Sistema Solar.

A sonda volta a passar pela Terra em 2013, para usar a gravidade de nosso planeta como um estilingue para lançá-la em direção a Júpiter, onde chegar em julho de 2016.

Lá, vai ficar um ano (terrestre) fazendo imagens e análises – ao todo, serão completadas 33 órbitas antes da nave espacial se chocar contra o planeta.

Júpiter é o maior de nossos vizinhos, onze vezes maior do que a Terra e com uma massa maior que duas vezes todos os outros planetas juntos.

Assim como Saturno, Urano e Netuno, ele é gasoso – ao contrário de Terra, Marte, Vênus e Mercúrio.

Entre suas missões, a Juno deve determinar a composição da atmosfera do planeta e exatamente quanta água existe por .

A sonda também vai estudar os pólos e o campo magnético de Júpiter.

Veja:


  • O lançamento da Sonda Juno
  • Uma explicação e uma ilustração de como será a aproximação da sonda espacial em Júpiter.





Indícios apontam que há água líquida em Marte

  • Uma sonda da Nasa (Mars Reconnaissance Orbiter) que orbita Marte registrou imagens do que parece ser água em estado líquido no planeta vermelho.

Já se sabe que há água no astro, mas sempre foi encontrada em
forma de gelo. 


Veja as imagens.

Segundo a Nasa, o registro mostra manchas escuras que aparentemente se estendem para baixo pelas encostas durante a passagem da primavera para o verão na região observada, diminuem no inverno e voltam a se espalhar na primavera.

O ciclo sugere que a água se congela na estação mais fria e entra em estado líquido com o calor.

De acordo com especialistas da Nasa, a água possuiria uma quantidade tão grande de sal que seria extremamente espessa.

A agência ainda não afirma que a descoberta seja água realmente, mas os indícios apontam que sim.



Super telescópio descobriu novas estrelas na Via Láctea

  • O observatório espacial europeu ESO descobriu 96 novas aglomerações abertas de estrelas na Via Láctea.

Por serem pequenas e de pouco brilho, as estrelas haviam passado despercebidas até que o super telescópio Vista registrasse os pontos brilhantes em meio à poeira espacial.

A maioria das estrelas de grande massa são encontradas em aglomerados, que são a base estrutural de galáxias.

Entretanto, é difícil identificar estrelas aglomeradas já que a poeira espacial absorve a luz emitida pelas estrelas jovens.

Na atual pesquisa do observatório, os cientistas apontaram o super telescópio a regiões que pareciam vazias em estudos anteriores, e nessas zonas encontraram estrelas novas.

Na Via Láctea, cerca de 2,5 mil aglomerações estelares abertas já foram encontradas, o que os cientistas consideram um número baixo, já que estimam o total em 30 mil.

A maioria dos novos aglomerados possuem apenas entre 10 e 20 estrelas e os pesquisadores acreditam que podem ser as primeiras de muitas descobertas do telescópio Vista na Via Láctea.

Veja na imagem acima alguns desses novos aglomerados estelares descoberto pelo telescópio Vista (clique na imagem para ampliar).



O campo magnético da Terra (parte 2 de 4)

  • Segundo os cientistas, a fraca magnetosfera de Marte permitiu que os ventos solares destruíssem sua delicada atmosfera.

Seus oceanos evaporaram-se, a temperatura despencou e qualquer forma de vida primitiva que houvera morreu.

A perda de seu campo magnético ocasionou em Marte um abalo catastrófico.

Se o campo magnético da Terra continuar decaindo - e finalmente desaparecer por completo - nós sofreríamos as mesmas consequências do que possivelmente ocorreu em Marte.





A Terra não orbita sozinha o Sol, mas, sim, partilha a longa jornada junto com um asteroide de 300 metros

  • Utilizando dados do telescópio espacial Wise, cientistas norte-americanos confirmaram que a Terra não orbita sozinha o Sol como se pensava, mas partilha a longa jornada com um pequeno asteroide troiano.

Asteroides troianos são objetos que compartilham as orbitas planetárias em pontos estáveis localizados à frente ou atrás do planeta.

Como esses objetos acompanham a mesma órbita do planeta, não existe risco de colisão.

Até agora, somente Marte, Júpiter e Netuno possuíam asteroides troianos, além de duas luas de Saturno que também dividem suas órbitas.

Há muito tempo que os cientistas previam a possibilidade da Terra ter também um asteroide troiano, mas o diminuto tamanho da rocha e posição desfavorável em relação ao Sol tornaram sua detecção praticamente impossível (até agora).

Batizado de 2010 TK7, o asteroide tem cerca de 300 metros de diâmetro e sua orbita peculiar revela um complexo movimento próximo a um ponto estável no plano da orbita terrestre, apesar do asteroide também se mover acima e abaixo dentro do plano.

O objeto se localiza a 80 milhões de km da Terra, em um ponto estável conhecido como Ponto de Lagrange L4.

Esse ponto foi teorizado pela primeira vez em 1772 pelo matemático francês Joseph-Louis Lagrange, que calculou que objetos colocados dentro de alguns pontos específicos do espaço (chamados atualmente de Pontos de Lagrange) ficariam presos indefinidamente devido ao equilíbrio gravitacional da região.

De acordo com cientistas do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, JPL, a orbita de 2010 TK7 está bem definida e pelos próximos 100 anos a máxima aproximação prevista para o objeto com a Terra não será inferior a 24 milhões de quilômetros.

Veja abaixo um vídeo explicativo de como o asteroide 2010 TK7 orbita junto com o planeta Terra.





Telescópio encontra forte evidência da existência de moléculas de oxigênio na Nebulosa de Órion

  • O telescópio espacial Herschel encontrou a primeira evidência forte da existência de moléculas de oxigênio (O2) na Nebulosa de Órion, afirmou no dia 1.8.11 a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês).

Segundo a agência, o registro é 10 vezes maior que observações anteriores, mas ainda bem abaixo das expectativas teóricas.

O oxigênio é o terceiro elemento mais abundante do universo, atrás apenas de hidrogênio e hélio, e é fundamental para a vida na Terra.

'A teoria sugere que deveríamos achar uma grande quantidade de átomos de oxigênio das moléculas de oxigênio, mas buscas anteriores continuavam falhando em achar essa grande quantidade', afirma Paul Goldsmith, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa - a agência espacial americana -, autor principal do artigo que descreve o achado.

'Com esses novos dados, nós finalmente temos um forte palpite de onde o oxigênio cósmico pode estar se escondendo', diz o astrônomo.


Sonda espacial ficou a apenas 5,2 km do 3º maior asteroide do Sistema Solar

  • A Nasa - a agência espacial americana - divulgou novas imagens feitas pela sonda Dawn do gigantesco asteroide Vesta.

A sonda espacial entrou na órbita de Vesta no dia 15.7.11, onde ficou um ano antes de partir para o planeta-anão Ceres.

Vesta é o objeto mais brilhante do cinturão de asteroides e pode ser a fonte de vários meteoritos que atingem a Terra.

'Agora que orbitamos um dos últimos mundos inexplorados do Sistema Solar interior, nós podemos ver que é um lugar único e fascinante', diz Marc Rayman, engenheiro-chefe da missão Dawn.

A sonda viajou 2,8 bilhões de km em aproximadamente quatro anos e registrou essas imagens a cerca de 5,2 km de distância do asteroide.