Pesquisadores brasileiros descobriram o 'irmão mais velho' do Sol


  • ​Uma pesquisa liderada por instituições de pesquisa do Brasil e que utilizou telescópios do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), no Chile, identificou o mais velho gêmeo solar já descoberto. 

O anúncio foi feito no dia 28.3.13 na Universidade de São Paulo (USP). 


Os gêmeos solares são estrelas com mesma massa e composição química similar ao Sol. 

Como estes são os dois fatores mais importantes na evolução de uma estrela, os cientistas podem estudar um gêmeo como se fosse o passado ou o futuro do Sol. 

A pesquisa da USP estudou dois gêmeos solares, um potencialmente mais jovem (18 Sco) e outro mais velho (HIP 102152). 

O estudo, que usou os telescópios instalados no Chile, não apenas confirmou a hipótese, mas descobriu que a segunda estrela não só é mais velha que o Sol, mas é o gêmeo mais velho conhecido. 

Uma das dúvidas que os cientistas tentam resolver ao estudar os gêmeos solares é o chamado 'mistério do lítio'. 

Acontece que o Sistema Solar tem menos desse elemento químico do que a nebulosa - a nuvem de gás e poeira - da qual nossa vizinhança se formou. 

Isso indica que o elemento foi consumido pela evolução do Sol, ou pela formação dos planetas. 

O estudo brasileiro descobriu que o gêmeo mais jovem tem mais lítio que o nosso Sol, enquanto a HIP 102152 tem menos. 

Outros dois gêmeos foram analisados e o resultado indica uma correlação muito estreita entre a quantidade de lítio e a idade da estrela. 

Veja:





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