Níveis de plutônio radioativo na atmosfera da Terra são mais elevados do que se pensava anteriormente


  • Os níveis de plutônio radioativo na estratosfera terrestre, proveniente de testes e acidentes nucleares, são mais elevados do que se pensava anteriormente embora provavelmente não representem um perigo para os seres humanos, alertaram cientistas na Suíça no dia 7.1.14.

Anteriormente, pensava-se que os radionuclídeos de plutônio - átomos radioativos que podem levar décadas ou milhares de anos para se degradar - estivessem presentes na estratosfera - camada da atmosfera situada entre 12 km e 50 km de altitude - apenas em níveis desprezíveis.


Também se acreditava que os níveis desses poluentes fossem mais elevados na troposfera, a camada da atmosfera mais próxima da superfície, do que na estratosfera.

Para os autores do estudo, as duas ideias estão equivocadas.

Os níveis radioativos na estratosfera são 'mais de três ordens de magnitude maiores do que se pensava anteriormente', declarou o co-autor do estudo, José Corcho, do Departamento Federal de Proteção Civil da Suíça.

Os estudiosos também descobriram que as erupções vulcânicas podem transferir esses poluentes da estratosfera para a troposfera, mais perto da Terra.

O estudo, publicado na revista 'Nature Communications', destacou que as partículas radioativas encontradas na estratosfera se originaram sobretudo de testes feitos na superfície do solo com armas nucleares nos anos 1950 e início dos 1960.

Outras fontes foram a destruição de um satélite americano de navegação em 1964, que espalhou seu combustível de plutônio na atmosfera, e acidentes com usinas nucleares como os de Chernobyl, em 1986, na Ucrânia, e de Fukushima, em 2011, no Japão.

Veja abaixo duas causas para o aumento de plutônio na atmosfera da Terra:

Explosões atômicas como a de Hiroshima em 1945:



Acidente em usinas nucleares como a de Fukushima em 2011:



No vídeo abaixo - uma animação feita por Isao Hashimoto - mostra todos os testes atômicos feitos no mundo de 1945-1998 (7 países realizaram mais de 2.000 testes atômicos).

Veja:




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