Raios ascendentes: Fenômeno raro foi filmado na cidade de São Paulo/Brasil (veja)


  • O Pico do Jaraguá, ponto mais alto do município de São Paulo/Brasil e a Avenida Paulista, são os locais de pesquisa de um fenômeno meteorológico raro ocasionado pela urbanização.

Nesses pontos da cidade, treze raios ascendentes - descargas que saem de objetos no solo e seguem em direção ao céu - foram registrados por pesquisadores em um único dia, durante uma tempestade.


Os raios partiram do alto de torres de transmissão instaladas no pico, localizado na Serra da Cantareira, e de antenas da região da Avenida Paulista.

Cerca de 1% dos 57,8 milhões de raios que atingem o Brasil todos os anos são ascendentes.

Marcelo Saba, pesquisador do Elat, explica que os raios ascendentes foram identificados no Brasil pela primeira vez em 2012 e só existem devido à ocupação das cidades, que têm passado por um processo intenso de verticalização, com a construção de prédios altos que ficam ainda maiores quando instalam-se no alto deles torres de transmissão de rádio e televisão.

Com isso, os 'arranha-céus' ficam com tamanhos superiores a cem metros de altura e se tornam 'berços ideais' para que o fenômeno ocorra.

O processo de formação desses raios funciona da seguinte maneira:

O topo das torres de transmissão ou de energia, normalmente metálicas e com para-raios instalados, concentra uma alta carga elétrica negativa nas pontas. Quando uma nuvem de tempestade, carregada de partículas positivas, se aproxima desses pontos, pode promover uma interação que faz as partículas elétricas concentradas nas torres em terra liberarem uma descarga em direção ao céu.

Esse raio chega a medir 2 km de comprimento e, quando encontra a base da nuvem de tempestade, forma ramificações que lembram raízes.

Veja:




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