Astrônomos encontraram em março/2014, mais um planeta-anão nos confins do Sistema Solar


  • O Sistema Solar passou a ter oficialmente, a partir do dia 26.3.14, um novo elemento: um pequeno planeta, designado 2012 VP113, que é o objeto mais distante do Sol jamais encontrado.

O resultado foi revelado na revista Nature.


Este planeta-anão, cujos descobridores estimam ter 450 quilômetros de diâmetro (cerca de um sétimo do diâmetro da Lua), não é o primeiro a ser encontrado para lá dos confins conhecidos do Sistema Solar – nem sequer o maior.

Mas a sua descoberta é 'extraordinária', nas palavras de Linda Elkins-Tanton, da Instituição Carnegie (EUA), porque 'nos obriga a redefinir a nossa compreensão do Sistema Solar'.

O Sistema Solar tal como o conhecemos hoje pode ser dividido em três partes, a contar do Sol: os planetas rochosos (como a Terra); os gigantes gasosos (como Júpiter); e a cintura de Kuiper, um conjunto de objetos gelados, que inclui Plutão, situado além de Netuno.

Para lá desse aparente limite, só se conhecia até hoje um outro objeto do mesmo tipo em órbita solar: Sedna, planeta-anão descoberto em 2003 por uma equipe da qual também fazia parte Chadwick Trujillo, do Observatório Gemini (EUA e Chile) e um dos co-autores da presente descoberta.

Desde então, pensava-se que Sedna era único, explica o mesmo comunicado.

Mas com a descoberta de 2012 VP113, fica agora claro que isso não é verdade e que ambos estes corpos – e provavelmente outros tantos milhares como eles ou ainda maiores – fazem parte de uma estrutura ainda hipotética do Sistema Solar: a nuvem de Oort interior, que se pensa ser um dos pontos de origem dos cometas.

Veja como é a órbita do 2012 VP113:




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